Dólar hoje: último fechamento foi R$ 4,993; o que vem na segunda
O dólar hoje, domingo (25), não tem pregão regular: o último valor é o de sexta, R$ 4,993, abaixo de R$ 5. A abertura de segunda (26) vai mostrar como o câmbio reage ao segundo turno, e há um detalhe fiscal por trás disso.
Em resumo
- O dólar à vista fechou a sexta (23) a R$ 4,993, segundo Reuters e Agência Brasil, e não há nova cotação oficial neste domingo.
- A queda de 1,58% na semana veio com a expectativa do mercado de mudança na política fiscal, segundo analistas ouvidos pela Folhapress.
- Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação, nas fontes consultadas, de como o câmbio vai abrir na segunda.
Domingo de eleição e de busca por cotação: quem abre o celular para ver o dólar hoje encontra, na prática, o preço de sexta-feira. A B3 e o mercado de câmbio não funcionam em fim de semana. O número de referência só muda na segunda-feira (26).
Dólar hoje no domingo: por que não existe cotação nova
Segundo a Reuters e a Agência Brasil, o dólar à vista terminou a sexta-feira (23) em R$ 4,993, queda de 0,92% no dia. Foi o último pregão antes do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Algumas fontes, como a Folhapress, trazem R$ 4,989 e queda de 0,96%. A diferença vem do horário e da metodologia de cada consulta.
Neste domingo, a Folha de S.Paulo publicou uma reportagem sobre o real se desvalorizar em meio à apuração acirrada da eleição presidencial. Até a publicação desta reportagem, não conseguimos confirmar nas fontes consultadas os números desse movimento nem o resultado final da votação. Por isso, o fechamento de sexta segue como a referência oficial.
O que levou o dólar abaixo de R$ 5 antes do segundo turno
De acordo com a Folhapress, o recuo veio com a aposta de investidores em uma possível vitória de Flávio Bolsonaro, que aparecia à frente nas pesquisas, embora Datafolha e Quaest indicassem disputa apertada. Analistas ouvidos pela agência dizem que a expectativa de alternância de poder favorece os ativos brasileiros. O raciocínio é que um novo governo poderia conter o avanço das despesas públicas, abrir espaço para queda dos juros e ajudar a Bolsa.
A Exame lembra que a pesquisa Veritá ampliou a vantagem de Flávio para 2,6 pontos percentuais, ante 1,4 na rodada anterior. Naquela sexta, o Ibovespa subiu 0,47% e fechou em 205.082,56 pontos. O petróleo Brent chegou a US$ 116,72, o maior nível desde abril, com a tensão no Oriente Médio, segundo o Soubrasília com dados da Agência Brasil.
O que o mercado olha para a segunda-feira
Os títulos de Brazil Journal e Valor Investe mostram a divisão do mercado: de um lado, a aposta em um rali da Bolsa; de outro, o receio de uma reação negativa se o resultado for diferente do esperado. O que o gestor espera também pesa, porque as posições foram montadas antes da votação.
O Goldman Sachs, em análise divulgada pela Bloomberg Línea antes do primeiro turno, avaliou que a política fiscal pesa mais do que o vencedor. Com o câmbio perto de R$ 5,2 na época, o banco via um intervalo de R$ 4,50 a R$ 4,80 num cenário fiscal bem recebido, e algo perto de R$ 5,80 se o prêmio fiscal voltasse aos picos de dezembro de 2024. O dólar de sexta, cerca de 4% abaixo daquele patamar, já embute parte da aposta.
Como isso chega ao seu bolso
O câmbio influencia o preço de produtos importados, de viagens ao exterior e de insumos. Com o Brent acima de US$ 116, o efeito sobre combustíveis também fica no radar. A alta ou a queda do dólar não se repassa de imediato ao supermercado ou à bomba. Se você tem compra em dólar ou dívida atrelada à moeda, o caminho é falar com o banco ou com um profissional de finanças.
Na segunda-feira, vale acompanhar:
- A abertura do dólar à vista e do contrato futuro, em relação aos R$ 4,993 de sexta.
- O comportamento do Ibovespa, que fechou a sexta em 205.082,56 pontos.
- O boletim Focus, que em 19 de outubro previa o dólar a R$ 5,13 no fim de 2026, segundo o Soubrasília.
- Os sinais do novo governo sobre contas públicas, o ponto que o Goldman aponta como decisivo.
Acompanhe os outros assuntos do dia na linha do tempo do que está em alta hoje, 25 de outubro de 2026. O FeedNotícias atualiza esta matéria quando houver confirmação oficial dos números da segunda.
Perguntas frequentes sobre Dólar hoje
- Quanto está o dólar hoje, domingo (25)?
- Não há cotação nova neste domingo, porque o mercado não opera. O último fechamento do dólar à vista foi R$ 4,993, na sexta-feira (23), segundo Reuters e Agência Brasil.
- O dólar abre amanhã, segunda (26)?
- Sim, o mercado volta a funcionar na segunda. O valor de abertura ainda não era conhecido até a publicação desta matéria.
- Por que o dólar caiu antes do segundo turno?
- Segundo analistas ouvidos pela Folhapress, investidores apostaram em mudança na política fiscal. Eles esperam contenção de gastos e espaço para queda de juros, o que favoreceria os ativos brasileiros.
- Qual é a diferença entre dólar à vista e PTAX?
- O dólar à vista é o preço negociado no mercado, que muda o tempo todo. A PTAX é uma taxa calculada pelo Banco Central a partir de consultas a instituições financeiras, e serve de referência para contratos.
- Quando o dólar ficou abaixo de R$ 5 pela última vez?
- Antes da sexta (23), foi em 9 de outubro, quando fechou a R$ 4,985, segundo o Soubrasília.
Fontes e referências
- Real se desvaloriza com apuração presidencial acirrada - 25/10/2026 — Folha de S.Paulo
- Rali com Flávio, reação a Lula: o que o buyside espera para segunda-feira — Brazil Journal
- Rali ou sangria? O que o mercado já sabe (e esconde) sobre a bolsa brasileira pós-eleição — Valor Investe
- Dólar fecha abaixo de R$ 5 e Bolsa avança no último pregão antes do 2º turno — O Tempo / Folhapress
- Dólar fecha a R$ 4,993 na véspera do 2º turno e petróleo Brent sobe a US$ 116,72 — Soubrasília
- Ibovespa sobe com perspectiva de vitória de Flávio e dólar fecha abaixo de R$ 5 antes do 2º turno — Exame
- Dólar pode ir de R$ 4,50 a R$ 5,80 após eleição e depende do fiscal, segundo o Goldman — Bloomberg Línea
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