Flávio Bolsonaro Míssil Paulista: o que se sabe até agora
Flávio Bolsonaro Míssil Paulista: apoiadores do candidato do PL levaram um míssil inflável com a frase “Trump nuke Brazil” ao ato deste domingo (18). A campanha ainda não havia comentado, e a cena repercutiu a uma semana do segundo turno.
Em resumo
- Manifestantes exibiram no ato 'Bloquinho do 22', na Paulista, um míssil inflável com a frase em inglês 'Trump nuke Brazil'.
- Políticos ligados a Lula, como Guilherme Boulos, Erika Hilton e Sâmia Bomfim, criticaram a cena. Até as reportagens da tarde, a campanha de Flávio não havia se manifestado.
- A USP estimou o público em 71,9 mil pessoas no pico, às 12h20. O segundo turno é no domingo, 25 de outubro.
O objeto apareceu no meio da multidão que acompanhava os trios elétricos na Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo o Correio da Manhã e o GC Mais, era um míssil inflável com a frase “Trump nuke Brazil”. Em português, é um pedido para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacar o Brasil com armas nucleares.
A cena foi registrada em vídeos e fotos que circularam nas redes durante o ato de apoio ao candidato do PL. A Revista Sociedade Militar informa que os participantes que carregavam o objeto vestiam verde e amarelo. O verbo inglês “nuke” é usado para designar um bombardeio nuclear.
Flávio Bolsonaro Míssil Paulista: quem reagiu e o que falta saber
A reação mais rápida veio de aliados do presidente Lula (PT). De acordo com o Correio da Manhã, o deputado Lindberg Farias (PT) criticou a cena nas redes. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, também reagiu. A Revista Sociedade Militar aponta críticas da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e de Sâmia Bomfim (PSOL-SP).
Segundo o Metrópoles, Boulos chamou o episódio de novo “caso Zambelli” das eleições. A referência é ao que ocorreu na véspera do segundo turno de 2022, quando a então deputada Carla Zambelli perseguiu um jornalista armada com um revólver.
O que ainda não está claro: quem levou o objeto, quem o produziu e com que intenção. Também não havia, até as reportagens consultadas, posicionamento da campanha de Flávio Bolsonaro sobre o episódio. Se isso mudar, esta matéria será atualizada.
O tamanho do ato, segundo a USP
O ato, chamado de “Bloquinho do 22”, aconteceu a sete dias da votação. De acordo com o Exame, o Monitor do Debate Político da USP, o Cebrap e a More in Common estimaram 71,9 mil pessoas no pico, às 12h20. A margem de erro de 12% coloca o público entre 63,3 mil e 80,5 mil.
O Diário do Estado de São Paulo registra que a assessoria do PL projetava 20 mil manifestantes. O mesmo texto lembra que, no ato pró-Lula de 11 de outubro, o PT vetou a contagem do monitor e a campanha petista falou em 1 milhão de pessoas. Por isso, as duas cifras não podem ser comparadas diretamente.
O que foi dito no palco
Segundo o Correio da Manhã, Flávio disse que faltam sete dias para “livrar o Brasil do PT” e afirmou que o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, vai colocar a faixa presidencial nele. De acordo com o Poder360, ele também criticou os gastos do governo Lula. O SP Agora registra a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
O que vem a seguir
Segundo o SP Agora, o debate entre Flávio e Lula estava marcado para a noite deste domingo. O segundo turno acontece em 25 de outubro. Se o caso Flávio Bolsonaro Míssil Paulista entrar na pauta do debate ou da campanha, será a primeira reação oficial a esse episódio.
Para acompanhar a reta final, veja a Pesquisa Gerp que dá Flávio 55% a 45% sobre Lula no 2º turno e a cobertura do Senado e a votação do fim da escala 6x1. O que mais está em alta hoje está em tudo o que está em alta em 18 de outubro.
Perguntas frequentes sobre Flávio Bolsonaro Míssil Paulista
- O que estava escrito no míssil inflável da Paulista?
- A frase era 'Trump nuke Brazil', em inglês. Traduzida, é um pedido para que o presidente dos EUA, Donald Trump, ataque o Brasil com armas nucleares.
- Flávio Bolsonaro se pronunciou sobre o míssil inflável?
- Até as reportagens consultadas, a campanha dele não havia comentado o episódio. Se houver posicionamento, ele deve ser divulgado pelos canais oficiais do candidato.
- Quantas pessoas foram ao ato de Flávio Bolsonaro na Paulista?
- A estimativa da USP, do Cebrap e da More in Common é de 71,9 mil pessoas no pico, às 12h20. A margem de erro de 12% coloca o público entre 63,3 mil e 80,5 mil.
- Quem criticou o míssil inflável levado ao ato?
- Entre os críticos estão o ministro Guilherme Boulos e os deputados Lindberg Farias, Erika Hilton e Sâmia Bomfim, segundo as reportagens consultadas. Todos têm ligação com o campo de Lula.
- Quando é o segundo turno da eleição presidencial de 2026?
- O segundo turno é no domingo, 25 de outubro de 2026. A disputa é entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição.
Fontes e referências
- Apoiadores de Flávio Bolsonaro levam míssil inflável a ato na Paulista com pedido para Trump bombardear o Brasil — Correio da Manhã
- Ato de Flávio tem míssil inflável que pede bombardeio dos EUA ao Brasil — GC Mais
- Boulos sobre ato de Flávio: pedido por bomba dos EUA é novo caso Zambelli — Metrópoles
- Manifestantes pedem que Trump bombardeie o Brasil em ato de Flávio Bolsonaro — CartaCapital
- Manifestantes exibem míssil inflável na Paulista com pedido para Trump atacar o Brasil com armas nucleares — Revista Sociedade Militar
- Flávio Bolsonaro manda esconder bandeira dos EUA e apoiadores pedem para Trump bombardear o Brasil em míssil — Revista Fórum
- Ato de Flávio Bolsonaro reuniu 71,9 mil na Paulista, mostra estimativa da USP — Exame
- Ato de Flávio Bolsonaro na Paulista tem público estimado em 71,9 mil, aponta USP — Diário do Estado de São Paulo
- Ato de Flávio Bolsonaro reúne 71,9 mil na Avenida Paulista, aponta levantamento — SP Agora
- Ato de Flávio Bolsonaro na Paulista reúne 71,9 mil pessoas, estima USP — O Antagonista
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