Flávio Escala 6x1: o que muda com o voto antes da votação

O caso Flávio Escala 6x1 ganhou novo capítulo nesta terça (13): o candidato do PL anunciou voto a favor do fim do modelo, a um dia da votação no Senado. Ele mantém críticas ao texto; a dúvida é quem paga.

Política · Por , com apoio de IA ·

Marmita aberta com miniaturas de trabalhadores em seis divisões e uma rede de descanso na sétima, ligadas por um fio vermelho: Flávio Escala 6x1
Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial — Uma marmita de alumínio dividida em compartimentos vira uma semana em miniatura: seis com trabalhadores de maquete e o sétimo com uma rede de descanso, onde um guindaste minúsculo instala uma segunda rede.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta terça (13) que votará a favor da PEC que acaba com a escala 6x1, mas manteve críticas ao texto.
  • A votação em primeiro turno no Senado está prevista para quarta (14); a PEC precisa de 49 dos 81 votos, em dois turnos.
  • Flávio afirmou que o governo terá de bancar a compensação às empresas, e a campanha de Lula já reagiu.

O anúncio saiu numa coletiva em Brasília, depois de uma visita do senador ao pai, Jair Bolsonaro. Segundo O Tempo, a declaração foi a primeira vez em que Flávio se mostrou favorável à PEC. Até então, ele defendia flexibilizar a jornada e pagar por hora trabalhada.

Na fala, ele reconheceu que a maioria dos trabalhadores quer o fim do modelo. Segundo O Tempo, Flávio disse: "A maioria dos trabalhadores brasileiros querem o fim da (escala) 6x1". Em seguida, afirmou que defende algo ainda melhor, com liberdade para o trabalhador montar a própria jornada.

Flávio Escala 6x1: o que ele disse e o que ainda critica

O voto a favor veio com ressalvas. De acordo com a CNN Brasil, Flávio afirmou que o governo é quem vai ter de bancar a compensação, porque os empresários estariam sufocados. A emissora também registra que ele citou o risco de contratações e de mais gente indo para a informalidade, mas disse que seguirá a vontade da maioria do povo trabalhador.

O contraste com o discurso anterior é o que explica a repercussão. Segundo o Brasil de Fato, até aqui o candidato chamava a proposta de "oportunista" e defendia que o trabalhador negociasse a jornada com o patrão. O mesmo veículo destaca que a mudança acontece a 12 dias do segundo turno.

Lula, adversário dele na disputa, reagiu. Pelas manchetes do Globo e da Gazeta do Povo, o presidente atribuiu a mudança à pressão da sociedade. Já a CNN Brasil noticiou que a campanha de Flávio aposta que o apoio à PEC não vai render votos novos ao petista.

O que a PEC prevê e o que acontece na votação de quarta (14)

De acordo com a Condsef, o texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso e não prevê redução de salário. A proposta já passou pela Câmara, em maio, e pela CCJ do Senado, que a aprovou em 2 de setembro, segundo o ND Mais.

Em 21 de setembro, o ND Mais informou que a votação estava adiada para depois das eleições. O governo calculava ter entre 53 e 54 votos favoráveis, margem considerada apertada. Agora o cenário mudou: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), antecipou a votação em primeiro turno para quarta-feira (14), segundo a Condsef e a TV Senado.

Antes do voto, o texto ainda precisa cumprir cinco sessões de discussão. Segundo o ND Mais, a quarta delas começou às 14h desta terça. Há pequena divergência nos prazos: o Brasil de Fato fala em votação entre quarta e quinta, enquanto as demais fontes citam a quarta (14).

Como a pauta chegou até aqui

O assunto não nasceu na campanha. Segundo o JOTA, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) voltou a pautar o tema no fim de 2024. Lula só citou a escala 6x1 em pronunciamento no Dia do Trabalhador de 2025, em meio a pesquisas que apontavam forte apoio popular.

A Condsef lembra ainda que Flávio defende uma outra proposta, a PEC 12/2026, de autoria do senador Rogério Marinho. Na CCJ, segundo o ND Mais, Marinho votou contra o texto principal e defendeu um modelo baseado em negociação.

O que você pode fazer agora

Nada muda na sua jornada hoje. Uma PEC só vira regra depois de aprovada nos dois turnos do Senado e de cumpridos os trâmites finais. Se você trabalha na escala 6x1, o que vale por enquanto é a regra atual.

A corrida eleitoral também segue. Veja como está a pesquisa Gerp que dá Flávio 55% a 45% sobre Lula no 2º turno e acompanhe tudo o que está em alta hoje no FeedNotícias.

Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação do resultado da votação nem de como a bancada do PL se comportará no plenário. O FeedNotícias atualiza o tema Flávio Escala 6x1 conforme o Senado divulgar o resultado.

Perguntas frequentes sobre Flávio Escala 6x1

Flávio Bolsonaro vai votar a favor do fim da escala 6x1?
Sim, ele afirmou nesta terça-feira (13) que votará a favor da PEC. Ao mesmo tempo, manteve críticas ao texto e defende mais liberdade para o trabalhador negociar a jornada.
Quando o Senado vota a PEC do fim da escala 6x1?
A votação em primeiro turno está prevista para quarta-feira (14), segundo a TV Senado e a Condsef. Antes disso, o plenário precisa concluir as cinco sessões de discussão.
Quantos votos são necessários para aprovar o fim da escala 6x1?
São necessários 49 dos 81 senadores, em dois turnos de votação. Esse número corresponde a três quintos da Casa.
O que muda com o fim da escala 6x1?
Segundo a Condsef, o texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso, sem redução salarial. Nada vale ainda: a PEC depende da aprovação no Senado.
O que Flávio disse sobre a escala 6x1 antes de apoiar a PEC?
Segundo o Brasil de Fato, ele chamava a proposta de oportunista e defendia que o trabalhador negociasse a jornada com o patrão. Outros veículos, como O Globo e UOL, reuniram falas anteriores dele.
Quem vai pagar a conta do fim da escala 6x1, segundo Flávio?
Para ele, será o governo, que teria de bancar a compensação às empresas. A afirmação é dele, registrada pela CNN Brasil, e não há confirmação de que esse seja o modelo adotado.

Fontes e referências

· Editor
Editor do FeedNotícias, onde fake news, atualidades, notícias, eventos e curiosidades são explicadas em tempo real no Brasil.
✔ Revisou e aprovou esta matéria em 13/10/2026. Texto produzido com apoio de IA a partir das fontes listadas.

Pauta identificada no Google Trends Brasil e no Radar FeedNotícias. Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir das fontes listadas, seguindo a política editorial. Viu um erro? Avise a redação.

Leia também

  1. · Política · 20 mil+

    Pesquisa Gerp dá Flávio 55% a 45% sobre Lula no 2º turno

    A Pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira (13) mostra Flávio Bolsonaro com 55% dos votos válidos no 2º turno, contra 45% de Lula. O instituto ouviu 2.400 eleitores por telefone. O recorte por renda é o dado que mais pesa.

  2. · Entretenimento · 2 mil+

    HBO: Sam Levinson troca o canal pela Amazon; o que muda

    A HBO perdeu nesta terça-feira (13) o criador de Euphoria: Sam Levinson assinou contrato de exclusividade com a Amazon MGM Studios para fazer séries no Prime Video. O que muda para quem assina a HBO Max? Quase nada, por enquanto.

  3. · Entretenimento · 10 mil+

    Quem Ama Cuida: Pedro acha rastreador e vira alvo de Tom

    Em Quem Ama Cuida, Pedro (Chay Suede) encontra um rastreador no carro e passa a compartilhar a localização com Adriana, segundo o Gshow. Tom arma para ele nesta terça (13), diz a Veja. O advogado escapa?

  4. · Entretenimento · 200+

    Isabelle Drummond volta a viver Emília após quase 20 anos

    Isabelle Drummond, 32 anos, voltou a interpretar a boneca Emília na TV Globo na noite de segunda-feira (12), no Show da Esperança, quase duas décadas depois do Sítio do Picapau Amarelo. O reencontro tinha um ensaio anterior, em julho.