Lula Flávio votação exterior: o peso do Japão na soma parcial

A disputa Lula Flávio votação exterior do 2º turno tem dois placares: Lula vence em mais países, mas o Japão, com 88 mil eleitores, deu a Flávio Bolsonaro vantagem em votos nos primeiros boletins. Entenda quanto isso pesa.

Política · Por , com apoio de IA ·

Mala de viagem aberta com miniatura de seções de votação e uma longa fila de bonequinhos, ligadas por um fio vermelho
Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial — Uma mala de viagem aberta guarda um mundo em miniatura com seções eleitorais de vários países, e uma fila enorme de bonequinhos de um lado contrasta com pequenos grupos do outro.

Em resumo

  • Lula lidera em mais países (Poder360 contava 27 a 12; o Nexo, 34 a 12), mas os números mudam conforme o TSE publica boletins.
  • O Japão deu 28.538 votos a Flávio e 7.098 a Lula, uma diferença de 21.440 votos que domina a soma parcial.
  • O eleitorado no exterior é cerca de 0,5% do total e não decide a eleição sozinho.

No quadro Lula Flávio votação exterior, a contagem de países e a soma de votos contam histórias diferentes. De um lado, Lula ganha na maior parte das localidades apuradas. Do outro, Flávio Bolsonaro abriu vantagem no total de votos nos primeiros boletins, e a explicação tem nome: Japão.

Lula Flávio votação exterior: placar por países e por votos

Até a publicação desta reportagem, os números de países variavam de acordo com a fonte e o horário. O Poder360 contabilizava 27 países para Lula e 12 para Flávio. O Nexo Jornal, em levantamento mais recente, apontava Lula como mais votado em 34 países e Flávio em 12. A diferença vem do ritmo em que o TSE publica os boletins de urna, e a tendência é que os totais continuem se mexendo.

Na soma de votos, o quadro era outro nos primeiros resultados. Segundo a Exame, com base nos boletins do TSE, Flávio somava 36.382 votos contra 21.058 de Lula entre os países já apurados na Ásia e na Oceania. Com a chegada da Europa, a CNN Brasil informou que, às 14h15, Lula passou à frente, com 55% dos votos válidos nos boletins publicados.

Por que o Japão pesa tanto na soma parcial

O Japão é o terceiro maior colégio eleitoral brasileiro fora do país. Tem cerca de 88 mil eleitores aptos, atrás apenas dos Estados Unidos (265 mil) e de Portugal (134 mil), de acordo com o TSE. Por causa do fuso horário, ele fecha as urnas cedo e entra na conta antes dos países europeus e americanos, que votam depois.

O comportamento do eleitor japonês não é novidade. Em 2022, Jair Bolsonaro teve 83,6% dos válidos ali, segundo levantamento do O Tempo com dados do TSE. Flávio, com 80,08%, ficou um pouco abaixo desse patamar. Circulam versões de que Lula teria vencido no Japão, mas os boletins publicados mostram o contrário.

Onde Lula avançou e onde o jogo foi apertado

Lula ampliou a vantagem em relação ao 1º turno na Nova Zelândia, onde passou de 70,48% para 80,54%, de acordo com a Revista Fórum. Na Austrália, ele teve 6.017 votos (63,46%) contra 3.465 de Flávio. Na Palestina, o petista chegou a 95,6% dos válidos, com 1.000 votos contra 46, segundo a CartaCapital.

Em outros lugares, a disputa foi por pouco. Em Hong Kong, Flávio teve 133 votos contra 127. Na Malásia, foram 44 a 41. Na Tailândia, 60 a 56. O Líbano, com 4.012 votos, deu a Lula 68,2%, a segunda maior votação absoluta entre os países já apurados, atrás da Austrália, segundo a Exame.

Quanto o exterior pesa no resultado nacional

Pouco. Os cerca de 918 mil eleitores no exterior equivalem a pouco mais de 0,5% dos 158,7 milhões de brasileiros aptos, segundo o TSE. No 1º turno, só pouco mais de 300 mil deles foram às urnas, de acordo com o Metrópoles. Para comparação, o Nexo registra que, no 1º turno, Lula teve 47,6% dos válidos no exterior e Flávio, 43,5%.

Isso ajuda a ler a manchete com cautela. Ganhar em muitos países não significa ganhar muitos votos, e o resultado que decide a eleição sai da soma nacional. O cenário dentro do país, segundo a última pesquisa, está na pesquisa CNT/MDA, que mostrou 50,7% a 49,3%, margem estreita. Para rever o que as checagens apontaram sobre o embate na TV, leia o texto sobre o debate entre Lula e Flávio na Globo.

O que fazer agora e o que vem a seguir

Para acompanhar o Lula Flávio votação exterior sem confusão, use o site de resultados do TSE, que publica os boletins de urna. De acordo com o Terra, o resultado consolidado começa a ser divulgado a partir das 17h, no horário de Brasília. Até lá, trate qualquer número de país como parcial.

Os próximos passos são a chegada dos boletins das grandes colônias, como Estados Unidos, Portugal, Reino Unido e Alemanha. Elas somam centenas de milhares de eleitores e podem reordenar a soma parcial. Para ver o que mais movimenta o país neste domingo, acesse tudo o que está em alta hoje no FeedNotícias.

Perguntas frequentes sobre Lula Flávio Votação Exterior

Quem está ganhando a votação no exterior, Lula ou Flávio?
Lula vence em mais países, mas os números mudam a cada boletim do TSE. Por volta das 14h15, a CNN Brasil apontava Lula com 55% dos votos válidos no exterior, enquanto Flávio liderava a soma nos primeiros boletins da Ásia, puxado pelo Japão.
Quantos brasileiros votam no exterior em 2026?
Cerca de 918 mil estão aptos, segundo o TSE, distribuídos em 186 cidades de 134 países. É um aumento de 31,82% sobre 2022.
Quem ganhou no Japão, Lula ou Flávio Bolsonaro?
Flávio Bolsonaro. Ele teve 80,08% dos votos válidos (28.538 votos), contra 19,92% de Lula (7.098), segundo boletins divulgados pelo TSE e reunidos pela CNN Brasil.
A votação no exterior pode decidir a eleição?
Dificilmente. O eleitorado no exterior é pouco mais de 0,5% do total nacional, de acordo com o TSE, e a disputa se define na soma de todos os votos.
Por que os resultados do exterior saem antes do resto do Brasil?
Por causa do fuso horário. Países como Nova Zelândia, Austrália e Japão votam e encerram as urnas muito antes do Brasil, e os boletins vão sendo publicados pelo TSE.
Brasileiro no exterior pode votar para deputado ou governador?
Não. Quem tem domicílio eleitoral fora do país vota apenas para presidente e vice-presidente da República.

Fontes e referências

· Editor
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